7/06/2010
Bolsas de Estudo em Glasgow - Inscreva-se!
A Universidade de Glasgow está oferecendo bolsas de estudos para estudantes brasileiros. São dois programas que estão recebendo inscrições para estudantes que pretendem fazer uma Pós-Graduação na Escócia. Leia mais.
6/23/2010
Idiomas e culturas
Todo mundo que gosta de idiomas gosta de filmes que misturam culturas diferentes...
Imperdível a comédia alemã “Soul Kitchen”, que retrata com deliciosas piadas – e muita mistura de idiomas, me permitam “puxar sardinha” pro nosso foco aqui da Texto e Mensagem - as idiossincrasias das culturas alemã, turca e grega. Numa Hamburgo moderna que se vê às voltas com o underground world da especulação imobiliária, “Soul Kitchen” tem o tom certinho pra quem quer se divertir e, ao mesmo tempo, tomar um banho rápido de cultura (são só 95 minutos).
Imperdível a comédia alemã “Soul Kitchen”, que retrata com deliciosas piadas – e muita mistura de idiomas, me permitam “puxar sardinha” pro nosso foco aqui da Texto e Mensagem - as idiossincrasias das culturas alemã, turca e grega. Numa Hamburgo moderna que se vê às voltas com o underground world da especulação imobiliária, “Soul Kitchen” tem o tom certinho pra quem quer se divertir e, ao mesmo tempo, tomar um banho rápido de cultura (são só 95 minutos).
6/09/2010
Escolheu o Reino Unido para fazer sua graduação?
Se você está em qualquer lugar do Brasil ou do mundo e está pensando em fazer uma graduação na Inglaterra ou em outro país do Reino Unido, entre em contato com a Texto e Mensagem para tirar suas dúvidas sobre os primeiros (e segundos!) passos.
Mas se você está em São Paulo, além de contar com a nossa ajuda, ainda tem a possibilidade de assistir a uma apresentação dedicada ao assunto no dia 30 de junho, às 18h, no British Council.
Serão abordados vários temas relevantes como os pré-requisitos em geral, inclusive para as bolsas de estudos, além da validação do seu diploma no Brasil e o complexo preenchimento do formulário UCAS!
Mas se você está em São Paulo, além de contar com a nossa ajuda, ainda tem a possibilidade de assistir a uma apresentação dedicada ao assunto no dia 30 de junho, às 18h, no British Council.
Serão abordados vários temas relevantes como os pré-requisitos em geral, inclusive para as bolsas de estudos, além da validação do seu diploma no Brasil e o complexo preenchimento do formulário UCAS!
Sobre a vida do estudante no Reino Unido
Se você está no Rio de Janeiro e quer saber informações sobre a vida do estudante no Reino Unido, fale com a Texto e Mensagem.
Se você está em São Paulo, também pode mandar uma mensagem para nós, antes, dê uma passadinha no British Council em Pinheiros e assista, no dia 16 de junho, a uma apresentação sobre acomodação, seguro saúde, custo de vida, transporte e afins. Para mais informações, visite o site do British Council Brasil.
Se você está em São Paulo, também pode mandar uma mensagem para nós, antes, dê uma passadinha no British Council em Pinheiros e assista, no dia 16 de junho, a uma apresentação sobre acomodação, seguro saúde, custo de vida, transporte e afins. Para mais informações, visite o site do British Council Brasil.
5/21/2010
O brasileiro e a crase: uma batalha desnecessária
Não sei se é porque eu tive uma professora de Português maravilhosa - Vera Valverde, que continua lecionando, por sorte dos nossos jovens - mas fico muito frustrada ao perceber que eu sou uma das poucas pessoas que consideram o uso do acento de crase como uma questão de lógica. Todos parecem encarar esse “problema” como uma pegadinha, um jogo de azar, de adivinhação e, o que é pior, tenho notado uma equivocada tendência do tipo: “Na dúvida, use.”
Como conseqüência dessa tendência, estamos vivendo uma era de superutilização do acento de crase. Tenho visto muito frequentemente, inclusive em faculdades e escolas - o que é mais triste ainda - o uso do acento em cartazes que informam o intervalo de funcionamento de determinados setores (de segunda “à” sexta-feira). Esta é uma situação típica que eu chamaria de “uso por cacoete”. Pergunto: Qual a razão desta crase? Quem escreveu simplesmente pensou: “Na dúvida, use.”
Proponho uma mudança radical de hábitos para aplacar esse drama coletivo: vamos parar de chamar o acento de “crase”, como fazemos erroneamente, e passar a chamá-lo pelo nome certo: “acento grave”. Vou ainda mais longe. Já que não está dando certo do jeito que estamos ensinando nas escolas, que ninguém mais fale em “crase”. Agora só vamos nos referir a essa “coisa” pela definição. A famosa, porém ignorada, “fusão de duas vogais idênticas”. Já pensou, que diálogo interessante:
- Oi, você sabe dizer se “vou à praia” tem crase?
- Bem, na minha escola não se fala em crase… Você quer saber se o “a” é uma “fusão de duas vogais idênticas”? Não sei, vamos pensar… (Aí entra a lógica e acaba o jogo de adivinhação.)
Será que daria certo? Bem, na minha experiência de “sanatório de dúvidas” (é o que a minha mesa de trabalho acaba sempre virando para os colegas), esse estilo “não lhes dê o peixe, ensine-lhes a pescar” tem funcionado bem.
Sei que a definição (fusão das vogais) está por aí em todos os livros mas, quando eu falo nisso, as caras de estranheza dos meus interlocutores são tão contundentes que eu sempre fico triste porque constato, dia após dia, que a dúvida começa na base: o conceito simplesmente não é passado na escola, e os alunos ficam na decoreba. E é aí que está o problema. Como pode alguém entender uma questão lógica baseada em decoreba? Obviamente, que não estou considerando aqui as exceções. Mas, convenhamos, são tão poucas que, essas sim, podemos decorar. Acho que o nosso “HD” já está bastante lotado com coisas mais importantes para gastarmos “espaço” decorando coisas desnecessárias, não é mesmo?
Sei também que estamos vivendo uma era de “vale tudo” em termos de línguas. Não digo isso com sarcasmo ou saudosismo, pois meus tempos de purismo ficaram lá atrás, antes da internet e da globalização. Realmente acredito que a comunicação por si só deve prevalecer e o que importa é transmitir a mensagem. Mas, quer queira, quer não, o “bom português” ainda é exigido em diversas situações e, francamente, em se tratando de uma língua tão complexa como a nossa, acho que já temos dilemas diários suficientes. Mas esta batalha, especificamente, considero desnecessária.
Está lançada a campanha: Abaixo a crase; agora só vamos usar “acentos graves” - e só quando houver uma fusão entre duas vogais idênticas.
Adriana Carneiro
Texto e Mensagem
http://www.textoemensagem.com.br/
Como conseqüência dessa tendência, estamos vivendo uma era de superutilização do acento de crase. Tenho visto muito frequentemente, inclusive em faculdades e escolas - o que é mais triste ainda - o uso do acento em cartazes que informam o intervalo de funcionamento de determinados setores (de segunda “à” sexta-feira). Esta é uma situação típica que eu chamaria de “uso por cacoete”. Pergunto: Qual a razão desta crase? Quem escreveu simplesmente pensou: “Na dúvida, use.”
Proponho uma mudança radical de hábitos para aplacar esse drama coletivo: vamos parar de chamar o acento de “crase”, como fazemos erroneamente, e passar a chamá-lo pelo nome certo: “acento grave”. Vou ainda mais longe. Já que não está dando certo do jeito que estamos ensinando nas escolas, que ninguém mais fale em “crase”. Agora só vamos nos referir a essa “coisa” pela definição. A famosa, porém ignorada, “fusão de duas vogais idênticas”. Já pensou, que diálogo interessante:
- Oi, você sabe dizer se “vou à praia” tem crase?
- Bem, na minha escola não se fala em crase… Você quer saber se o “a” é uma “fusão de duas vogais idênticas”? Não sei, vamos pensar… (Aí entra a lógica e acaba o jogo de adivinhação.)
Será que daria certo? Bem, na minha experiência de “sanatório de dúvidas” (é o que a minha mesa de trabalho acaba sempre virando para os colegas), esse estilo “não lhes dê o peixe, ensine-lhes a pescar” tem funcionado bem.
Sei que a definição (fusão das vogais) está por aí em todos os livros mas, quando eu falo nisso, as caras de estranheza dos meus interlocutores são tão contundentes que eu sempre fico triste porque constato, dia após dia, que a dúvida começa na base: o conceito simplesmente não é passado na escola, e os alunos ficam na decoreba. E é aí que está o problema. Como pode alguém entender uma questão lógica baseada em decoreba? Obviamente, que não estou considerando aqui as exceções. Mas, convenhamos, são tão poucas que, essas sim, podemos decorar. Acho que o nosso “HD” já está bastante lotado com coisas mais importantes para gastarmos “espaço” decorando coisas desnecessárias, não é mesmo?
Sei também que estamos vivendo uma era de “vale tudo” em termos de línguas. Não digo isso com sarcasmo ou saudosismo, pois meus tempos de purismo ficaram lá atrás, antes da internet e da globalização. Realmente acredito que a comunicação por si só deve prevalecer e o que importa é transmitir a mensagem. Mas, quer queira, quer não, o “bom português” ainda é exigido em diversas situações e, francamente, em se tratando de uma língua tão complexa como a nossa, acho que já temos dilemas diários suficientes. Mas esta batalha, especificamente, considero desnecessária.
Está lançada a campanha: Abaixo a crase; agora só vamos usar “acentos graves” - e só quando houver uma fusão entre duas vogais idênticas.
Adriana Carneiro
Texto e Mensagem
http://www.textoemensagem.com.br/
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